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*OS PRIMOGÊNITOS DA LUZ*

Antes do princípio dos princípios, eras tu - Espírito eterno...
Tão profundo era o oceano do teu Ser que por todos os litorais
transbordou - gotas de plenitude da Tua Essência se difundiram pelas
plagas do Nada da existência.
Tão imenso era o sol da tua inteligência e vontade que da plenitude
dos seus incêndios saltaram centelhas para a vacuidade das
zonas circunjacentes...

Tão feliz eras tu na posse consciente das tuas infinitas perfeições - que quiseste
comunicar a outros seres a veemência da tua beatitude...
Mas não existia ser algum fora de ti - faltava o alvo que receber pudesse a
exuberância da tua imensa plenitude... Veio então o teu divino poder em socorro
ao teu ardente amor - criou a tua potência um objeto para tua bem querença...
Foi então que sobre os eternos abismos do Nada ecoou o primeiro fiat dos
lábios divinos: Haja seres! E eis que, ao mesmo instante, surgiram
na noite cósmica as estrelas matutinas do universo!...

Milhares e miríades de espíritos responderam com a voz da existência
ao brado que repercutiu pelo deserto da inexistência...
Filhos primogênitos do divino poder - na alvorada virgem do teu amor...
Qual imensa via láctea, circundaram o teu trono, ó Eterno - as primícias
do mundo espiritual...

Qual arco-íris de luz, cingíram com suas magnificências o astro
divino - fonte dos seus etéreos primores...
Preclaras inteligências, vontades retíssimas, seres dotados de
indizível formosura - eram esses espíritos as mais perfeitas imagens da
Divindade... Prismas diáfanos, que em epopeias multicores refrangiam
a luz incolor do sol divino...

Limpíssimas gotas d'orvalho que, na madrugada do cosmos, cintilavam,
trêmulas de felicidade - à luz matutina do teu amor...
Como era possível, meu Deus, criares seres tão perfeitos - sem
serem divindades?... Como conseguiste afirmar o trono
do teu supremo e único monoteísmo - no meio dessas legiões de quase
divino poder, sabedoria e beleza?...Tão divinamente belos e fortes
eram esses sopros da tua onipotência criadora que muitos,
deslumbrados de si mesmos, julgaram ser Deus...

Esqueceram-se de que eram raios solares - e não sóis...
E, no momento em que esses raios solares proclamaram a sua
orgulhosa independência - separaram-se da fonte da luz...
Mergulharam nas trevas. Meteoros noturnos, erram esses espíritos
náufragos pelos mundos de Deus.
Repletos de trevas - conspiram contra todas as luzes...
Infelizes - querem infelicitar todos os seres...
Sem amor - odeiam os filhos do amor...
Luz - sem calor...
Meteoros gelados...
(Huberto Rohden e imagens do google)

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