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*LUA CURANDEIRA*

Lua curandeira, feiticeira,
Suaviza a maldade do mundo,
Ilumina a face da bem amada
Na varanda dos meus desejos.

Sou amante do luar,
Do luar do sertão, do ermo.
Vejo o São Jorge na lua cheia.
Seu cavalo branco galopando altivo.

A lenda é a imagem fiel
Das sombras na lua cheia.
O luar tem seu lugar
No romantismo do homem.

Beleza rara, cativante,
Magnífica, estimulante.
A lua cheia cura, sara
O cansaço do sertanejo.

Anima o andarilho noturno,
Faz o lobo faminto uivar.
Acalma a fúria do mal amado,
Alimenta o coração apaixonado.

(Emoções por inteiro)
Imagens do Google)

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*MULHER IDEAL*

Mulher dos meus sonhos
Dotada de mil encantos
Musa de frenética vida
Esbanjando fluidos mil.

Sensibilidade e prazer
Frases metrificadas em
Cadência da musa amada
Rimada, encantada, nua.

Mulher inteligente, no
Fulgor da cultura-amor
Mulher fulgurante, sob
O manto da beleza moça.


Mulher elegante, ideal!
Murmurando palavras no
Meu ouvido endorfinado
Extasiado, encantado.

Mulher, alegre ouvindo
Atenta minhas súplicas
De amor, de gozo feliz
Solidária nos prazeres.

Mulher amando verdades
Envolvida pela sua luz
Irradiando candura - paz
Beleza, doçura, pureza.

Esta, a mulher sonhada
Desejada, perfumada de
Essências raras, linda
Vagando no meu coração.

É preciso realçar toda
Sua magnitude de amiga
Estruturada em alfa da
Musa, queridinha minha.

(Emoções por Inteiro)
(Uma foto minha; Ana Maria Gonçalves)
(Imagens retiradas do GOOGLE)

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*FANTASIA DO AMOR*

Vou refazer a fantasia do amor.
Erguer a minha voz para saudá-la.
Quero ter a posse do seu pensamento
Usar o meu sorriso para alegrá-la.
Fazer o amor vibrar o meu peito,
Pela mádida pureza de um beijo,
Pela selvagem busca da beleza,
Dos sonhos, das ilusões, dos cânticos,
Das paixões, do encanto de seu amor.

Quero viver a euforia sentimental,
Voluptuosa, com desejos fantasiosos:
Trevas, trovões, chuva, volúpia,
Medo, gozo interrompido, gemido,
Corpo trêmulo, sentidos convulsos,
Respiração ofegante, alma nua.
Os vultos ocultos da noite
Espreitam as fantasias eróticas,
No coito real, filho do sonho meu.

Sinto o peso da endorfina do amor.
Sofro o calor da célula libidinosa.
Envolvendo seu corpo róseo e macio,
Mãos acariciando a nádega roliça
Mente luxuriosa, olhos na caverna,
Lábios vaginais rocheados, úmidos.
Ela extenuada, fecundada, amada,
Repleta de prazer, coração palpitante,
Nós, felizes, sobre a areia e sob a lua.

(Emoções por Inteiro)

(Imagens retiradas do Google)

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*JUVENTUDE*

A juventude pode tudo.
São loucuras de outrora,
Rígidas selvagerias, farras.
Tormentos vis,
Noites maldormidas.

Sulcos nas faces cínicas,
Tatuagens tingindo braços,
Marcando protestos,
Buscando compreensão,
Conquistando espaço,
Rompendo preconceitos,
Derrotando tabus.

Juventude de ontem oprimida,
Mas destemida, impávida.
Juventude buscando viver,
Desafiando a morte,
No caminho do saber,
Do prazer, do querer viver.


Juventude de hoje, na luta,
Destemida, abrindo espaços,
No estudo, no trabalho, no lazer,
No amor florido e terno,
Na esperança de dias melhores.

(Emoções por inteiro)
(Imagens do google)

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*CANÇÃO DO AMOR IMPREVISTO* *BILHETE*

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua
Boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...


E o homem taciturno ficou
Imóvel, sem compreender
Nada, minha alegria atônita...
A súbita, a dolorosa alegria
De um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

(Mario Quintana)

*BILHETE*
Se tu me amas,
Ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
Deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
Enfim, tem de ser bem devagarinho,
Amada, que a vida é breve,
E o amor mais breve ainda.

(Mario Quintana e imagens do google)

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*OS PRIMOGÊNITOS DA LUZ*

Antes do princípio dos princípios, eras tu - Espírito eterno...
Tão profundo era o oceano do teu Ser que por todos os litorais
transbordou - gotas de plenitude da Tua Essência se difundiram pelas
plagas do Nada da existência.
Tão imenso era o sol da tua inteligência e vontade que da plenitude
dos seus incêndios saltaram centelhas para a vacuidade das
zonas circunjacentes...

Tão feliz eras tu na posse consciente das tuas infinitas perfeições - que quiseste
comunicar a outros seres a veemência da tua beatitude...
Mas não existia ser algum fora de ti - faltava o alvo que receber pudesse a
exuberância da tua imensa plenitude... Veio então o teu divino poder em socorro
ao teu ardente amor - criou a tua potência um objeto para tua bem querença...
Foi então que sobre os eternos abismos do Nada ecoou o primeiro fiat dos
lábios divinos: Haja seres! E eis que, ao mesmo instante, surgiram
na noite cósmica as estrelas matutinas do universo!...

Milhares e miríades de espíritos responderam com a voz da existência
ao brado que repercutiu pelo deserto da inexistência...
Filhos primogênitos do divino poder - na alvorada virgem do teu amor...
Qual imensa via láctea, circundaram o teu trono, ó Eterno - as primícias
do mundo espiritual...

Qual arco-íris de luz, cingíram com suas magnificências o astro
divino - fonte dos seus etéreos primores...
Preclaras inteligências, vontades retíssimas, seres dotados de
indizível formosura - eram esses espíritos as mais perfeitas imagens da
Divindade... Prismas diáfanos, que em epopeias multicores refrangiam
a luz incolor do sol divino...

Limpíssimas gotas d'orvalho que, na madrugada do cosmos, cintilavam,
trêmulas de felicidade - à luz matutina do teu amor...
Como era possível, meu Deus, criares seres tão perfeitos - sem
serem divindades?... Como conseguiste afirmar o trono
do teu supremo e único monoteísmo - no meio dessas legiões de quase
divino poder, sabedoria e beleza?...Tão divinamente belos e fortes
eram esses sopros da tua onipotência criadora que muitos,
deslumbrados de si mesmos, julgaram ser Deus...

Esqueceram-se de que eram raios solares - e não sóis...
E, no momento em que esses raios solares proclamaram a sua
orgulhosa independência - separaram-se da fonte da luz...
Mergulharam nas trevas. Meteoros noturnos, erram esses espíritos
náufragos pelos mundos de Deus.
Repletos de trevas - conspiram contra todas as luzes...
Infelizes - querem infelicitar todos os seres...
Sem amor - odeiam os filhos do amor...
Luz - sem calor...
Meteoros gelados...
(Huberto Rohden e imagens do google)

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*A FALTA QUE AMA*

"Entre areia, sol e grama
O que se esquiva se dá,
Enquanto a falta que ama
Procura alguém que não há.

Está coberto de terra,
Forrado de esquecimento
Onde a vista mais se aferra,
A dália é toda cimento.

A transparência da hora
Corrói ângulos obscuros,
Cantiga que não implora
Nem ri, patinando muros.

Já nem se escuta a poeira
Que o gesto espalha no chão,
A vida conta-se inteira,
Em letras de conclusão.

Por que é que revoa à toa
O pensamento, na luz?
E por que nunca se escoa
O tempo, chaga sem pus?

O inseto petrificado
Na concha ardente do dia
Une o tédio do passado
A uma futura energia.

No solo vira semente?
Vai tudo recomeçar?
É falta ou ele que sente
O sonho do verbo amar?" (Carlos Drummond de Andrade)

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